quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Provar

Triiimm... Triiimm... Triiimm...

O telemóvel tocava sem cessar em cima da cama, Maria já não o podia ouvir! Viu quem era, não lhe interessava atender, quem era tinha que fazer muito mais do que insistir em ligar-lhe: tinha que crescer mentalmente, conquistar de novo a sua confiança, suscitar em Maria, interesse, curiosidade... E acima de tudo, fazer com que ela se sentisse segura do seu lado e mostrar-lhe que nem tudo estava perdido.

Parou de tocar.

-"Ainda bem que desistiu, não me apetece nada ter que discutir com ele mais uma vez sobre um assunto que está mais que encerrado"-pensou Maria.

E entre este pensamento iam aparecendo muitos mais, a verdade é que ele não tinha deixado de ter importância na sua vida e que cada vez mais sentia a sua falta mas também não lhe podia facilitar a vida, ele tinha que aprender que as pessoas não são objectos que se mete de lado e uns dias depois se vai buscar de novo, as "coisas" nunca funcionaram assim e não era agora que iam começar a funcionar.

-""Uma mensagem recebida". Mas o quê que ele quer?! Será que ainda não percebeu que preciso de espaço, de tempo? É mesmo teimoso! Pensasse antes de tomar certas e determinadas atitudes."

"Maria, eu sei que errei. Mas também sei que pedir só e apenas "desculpa" não chega e que tenho de me esforçar muito mais para te ver de novo do meu lado, se é que algum dia voltarás para mim. Oh Meu Amor, se soubesses o quanto me arrependo de ter tomado aquelas atitudes e a falta que me fazes..."

-"Ai sim!? Então, arrepende-te muito mais porque só isso não chega... Esforça-te!"

Nunca tinha sido assim com ninguém, nunca tinha sido de castigar, de fazes sofrer mas ele pedia uma lição.

Triiimm... Triiimm... Triiimm...

Outra vez aquele toque que já a começava a irritar, como já previa quem era nem tocou no telemóvel, não lhe ia abrir brechas para abusar novamente. Estava farta de lhe perdoar tudo e a seguir ser tudo igual ao passado, voltar tudo ao mesmo sofrimento. Sentada à secretária com a folha à frente e lápis na mão, escrevia o que sentia:

"Se tu soubesses o quão difícil para mim está a ser castigar-te desta maneira... Só quero que aprendas e que melhores algumas das tuas atitudes. Queria perdoar-te a sério que queria mas não estou para sofrer mais. Prova-me que ainda nada está perdido, dá-me provas! Sinto tanto a tua falta, das tuas palavras, dos nossos momentos..."

Aquela situação estava a deixá-la em baixo, castigá-lo estava a dar com ela em doida...

-"Uma mensagem recebida"

"Amo-te"

Esta palavra deixou-a boquiaberta, já não a lia e já não a ouvia à muito tempo. Agora o seu trabalho começava a dar frutos... Finalmente tinha a certeza de algo que já não acreditava muito que acontecesse.

Triiimm... Triiimm... Triiimm...

Ela atendeu.

-sim?!
-Maria?!
-Sim, sou eu. O quê que queres?!

Entretanto, começa a ouvir uma música que lhe era conhecida, era impossível esquecer algo que fazia parte dos dois... Afinal, ele não se esquecia do que era importante.

-Desculpa, meu amor! Estive a pensar em tudo, em tudo mesmo e agora percebo o quanto sofreste e sofres cada vez que "meto água", não sei fazes nada certo, só faço asneiras... Amo-te!

-Aí é que te enganas! Desta vez fizeste tudo certo. Eu também Te Amo, Meu Anjo.

terça-feira, 22 de junho de 2010

O regresso


Esta noite, não é uma noite igual ás outras...é a noite.


A noite em que eu volto ás minhas palavras, aos meus pensamentos e aos meus sonhos... A noite em que eu volto á minha tão querida escrita, onde eu tenho liberdade, a minha modalidade em que ninguém me coloca limites, onde eu posso inventar, fantasiar, criar histórias de princesas, de fadas boas e de fadas más (bruxas), de duendes... ou talvez, até, escrever ou descrever a realidade, a minha realidade, pois a minha realidade não é igual á tua, não é igual á dele nem igual á daqueles, cada realidade é única...E isso é tão mas tão bom!


Estou de volta e é para continuar, não quero mais me afastar da única coisa que eu tenho a certeza que me vai acompanhar até ao fim, até onde eu poder chegar.
Adriana
21/06/2010
23:00h

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Conversas ~~'

Hoje resolvi escrever sobre algo que já anseio há muito tempo e que acho uma certa piada no entanto sei que não é muito a minha onda...

Todos sabemos que o ser humano exprime-se por palavras e actos, acho que isto já não é novidade para ninguém, há quem dê mais importância ás palavras, há quem dê mais importância aos actos e há quem dê importância a ambas. Mas hoje vou debruçar-me sob as palavras... Mais especificamente na sua utilização nas nossas conversas.

Quando saímos de casa, é inevitável não ouvir certas conversas quando vamos a passar na rua, até porque a rua é um local público e além disso há quem converse assim num tom/volume um bocadinho exagerado... Há dois tipos de conversas:

- Conversas sobre a própria vida
" Hoje vou fazer favas para o almoço, já há tanto tempo que não como e hoje resolvi fazer."
Ou então
" Ele é tão lindo. Para mim, os rapazes deviam ser todos como ele, loiros, de olhos esverdeados..."

- Conversas sobre a vida dos outros
" A filha mais nova da Joaquina, está tão grande e tão linda. É pena, ela não ser como a irmã,parece que "tem o diabo no corpo" aquela miúda, eu nunca vi nada assim!"
Ou então
" Ai mulher, se tu soubesses o que aquilo naquela casa é! Eu não sei o quê que vai ser daqueles miúdos quando crescerem... não têm educação nenhuma, passam pelas pessoas, nem "Boa Tarde" nem "Bom Dia", saem quando lhes dá na cabeça e os pais não lhes dizem nada e voltam por que horas...."

Bem, já percebemos com estes exemplos que as conversas no meio da rua, são todas muito animadas e além de serem animadas também têm um bocadinho de "Quem conta um conto, acrescenta um ponto..."

Estaremos atentos demais ás conversas dos outros para sabermos tanta coisa em tão pouco tempo?!

Adriana Ferreira
28.04.2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

Frases Soltas

Não tenho as palavras certas para te dizer, não tenho nada em mente... A única coisa que eu te consigo dizer são frases soltas...

Ás vezes posso parecer-te distante, que não me importo contigo nem com o que tu me dizes mas como eu já te disse uma vez "Nem tudo o que parece é!". E prova disso é tudo aquilo que me tens dito nestes meses que eu não consigo apagar da minha memória mesmo que quisesse, com o tempo os sentimentos foram mudando, foste tornando-te importante, tornando-te alguém essencial na minha vida...

Por vezes nem tudo é como nós queremos e nós sabemos bem disso, já discutimos tantas vezes por coisas "parvas" e por culpa minha, eu sei! Contudo, no meio dessas discussões houve sempre uma coisa que ficou muito bem explícita: o sentimento que nutrimos um pelo o outro...

Ao longo destes meses, fizeste-me sentir a necessidade de estar pertinho de ti, fizeste com que eu sentisse saudades tuas mesmo se ainda á pouco tempo tivesse acabado de estar contigo...

O teu perfume... mesmo sendo poucas as vezes em que estamos juntos sei reconhecê-lo em qualquer lado que esteja... podes não estar no mesmo lugar que eu mas eu consigo senti-lo...

(...)

Não tenho as palavras certas para te dizer, não tenho nada em mente... A única coisa que eu te consigo dizer são frases soltas...


Adriana
(05.04.2010/06.04.2010)



segunda-feira, 29 de março de 2010

A ti!

Bem sabes que quando te pedi para ficares com algo meu, pedi-te com uma intenção aliás pedi-te com a melhor das intenções. Lembraste daquela fita azul que te entreguei naquela tarde em que fizeste questão de me mostrar o quanto eu significava para ti?

Essa fita é especial!

Tem um grande significado, o seu tecido não é um tecido qualquer e além disso serve como união entre o teu e o meu mundo...

Quis que ficasses com a fita, quis que fosses tu a fazer a ligação entre mim e ti. O azul significa o ceú, pois sempre acreditámos que o limite seria o ceú embora tu sempre acreditasses com umas certas reticências, tens como tese que nada tem limite e quando se fala de sentimentos muito menos, tens razão, se analisarmos com atenção a natureza, confirma-se...

Nunca nada tem uma data, um dia, um mês, um ano certo para acabarmos algo, nunca nada acaba definitivamente...

Sei que a maioria das vezes não ligas muito a este tipo de símbolos entre nós, dás mais importância aos meus actos do que propriamente áquilo que eu te digo ou ao que eu te dou no entanto também sei que lá no fundo os teus olhos brilham como nunca, ficas com aquela alegria típica de quem gostou do que recebeu mas não quer dar o braço a torcer.

É natural, vocês rapazes gostam de fazer transparecer que não gostam de "lamechisses" mas quando estão em frente de uma lá no fundo saltam de alegria!

A fita, símbolo de que o teu e o meu mundo ficarão unidos de qualquer maneira, sem uma data fixa para o seu desmoramento e ainda bem!

24.o3.2010
Adriana Ferreira

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sinto necessidade


Sentir necessidade de comer, de beber, de brincar, de ser livre, de usufruir todas as nossas coisas, é normal…

Nos últimos tempos a minha vida tem mudado, queira eu ou não este facto é uma realidade que eu não posso mudar nem quero, porque descobri alguém que me fez sentir a necessidade de estar perto de alguém, de sentir saudades mesmo se ainda há pouco tivesse acabado de estar com essa pessoa.

Não sei como explicar a minha necessidade, porque só nos últimos dias, depois de quatro meses é que comecei a sentir isso, talvez não lhe tivesse dado tanta importância no primeiro mês como nos meses seguintes, talvez ainda não tivesse despertado em mim aquele sentimentozinho ou talvez eu também não tenha deixado por causa de uma paixoneta sem fundamento...Mas hoje, eu bem sei a importância que ele tem na minha vida, a falta que ele me faz e o bem que ele me faz!

Conseguiu obter o ponto essencial, sabe sempre tudo o que se passa comigo, não sei como, mas a verdade é que quando eu vou para lhe dizer alguma coisa ele já sabe.

Somos diferentes, isso é nítido, mas eu não ligo a isso, aliás isso nem existe para mim, porque o mais importante é o que sentimos e não essa diferençazinha mediucre a que tantas pessoas dão importância mas que a mim me passa completamente ao lado. Não somos só diferentes no aspecto, que aqueles que nos conhecem sabem, mas também na maneira de ser e de ver as coisas, é normal, ninguém é igual a ninguém!

E como ele diz:
- Os pólos atraem-se!

Ninguém diria que isto iria acontecer, pois eu disse a mim própria que nunca mais cairia nas garras do amor-Mas como diz o provérbio e muito bem: "Nunca digas nunca!"- voltei a cair na armadilha! Contudo, não posso negar que foi bom e muito bom ter voltado a cair nas garras desse sentimento quente!

Concluindo, a necessidade obriga-me a sentir necessidade de o ter todos os dias ao meu lado, bem pertinho de mim.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Á descoberta da existência de algo que exista independentemente do sujeito pensante

"Em seguida, reflectindo sobre o facto de duvidar, constatei, por conseguinte, que o meu ser não era completamente perfeito, pois via claramente que saber era uma perfeição maior do que duvidar; lembrei-me de procurar onde aprendera a pensar em algo mais perfeito do que eu era, e soube evidentemente que devia ser de uma qualquer natureza que fosse mais perfeita.
No que diz respeito aos pensamentos que tinha dalgumas outras coisas fora de mim, tal como o céu, a terra, a luz, o calor e outras mil, não estava tão preocupado em saber donde vinham, porque, não vendo nelas nada que me parecesse torná-las superiores a mim, podia acreditar que, se fossem verdadeiras, seriam dependências da minha natureza, na medida em teria alguma perfeição; e se não fossem, vir-me-iam do nada, isto é, estavam em mim pelo que eu possuía de falho.
Contudo, o mesmo não podia acontecer com a ideia de um ser mais perfeito que eu; porque, recebê-la do nada, era coisa manifestamente impossível; e porque nada há de mais contrário que o mais perfeito ser um resultado e uma dependência do menos perfeito, ou que do nada proceda algo, também não podia tê-la recebido de mim mesmo. De forma que restava a ela ter sido introduzida em mim por uma natureza que seria verdadeiramente mais perfeita do que eu era, e que tivesse até dentro de si todas as perfeições de que eu podia ter uma ideia, isto é, para me explicar numa palavra, que fosse Deus."