quarta-feira, 24 de junho de 2009

A pintura condiz com a Vida


Há uns tempos atrás apteceu-me pintar uma tela pintei-a, com as cores que achava que era ideais, que pensava que iam fazer daquela tela em branco uma tela especial, então espalhei as mais belas cores que conhecia, todas e mais algumas que possam imaginar, menos o preto.


Quando acabei a pintura, achei que era a mais bela pintura que já tinha realizado, pendurei-a na única parede do meu quarto que estava vazia, tornava aquela parede vistosa.


O tempo foi passando e a beleza daquela tela pintada por mim ia desaparecendo também, talvez as cores que faziam parte da pintura não fizessem mais sentido, então decidi, pegar na tela e guardá-la, dentro de uma caixa, na garagem.


A parede não podia ficar vazia, pintei outra tela em tons de branco e preto com pintinhas amarelas, azuis, rosas e verdes, pintinhas essas que eram pequeninas, espalhadas pela tela.


Concluída a pintura, pendurei-a no lugar da outra, mas aquela parede que em tempos era vistosa e chamava a atenção de qualquer pessoa, agora deixou-o de ser pois o quadro já não era o mesmo.


Todos reclamavam, todos diziam, que não devia ter tirado a minha primeira pintura da parede pois tinha tirado toda a "vida" que nela existia.


O tempo avançava cada vez mais rápido, os tempos foram mudando.


Um dia, sentada em frente á pintura, disse para mim própria que aquele quadro já não fazia mais sentido, afinal algo na minha vida tinha mudado, peguei na tela e metia-a no lixo.


Quanto á tela colorida, fui buscá-la e coloquei-a de novo na parede do meu quarto, de onde nunca devia ter saído.



Adriana

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Saudades da Infância

Sentada na minha cama, com a música de fundo, lembro e relembro todos os momentos da minha vida em que estive sempre com um sorrisoestampado no rosto, penso e repenso o que sou e o que serei no futuro, o que fiz e o que vou fazer de mim.

Será que serei sempre a mesma pessoa? Será que continuarei a pensar como penso? Será que o "monte de pedras" que deixei para trás, mais tarde não voltarão?

O tempo passou tão rápido por mim que eu nem dei por ele.

Ainda há tempos era uma menina pequenina que brincava com bonecas, que vivia no mundo da fantasia, que sonhava com príncipes e princesas, que sentada num carrinho com uma boneca ao pé de mim me divertia imenso pois apesar da bonequinha não me responder eu falava com ela como se ela me estivesse a ouvir e que como todas as crianças andava de um lado para o outro com uns peluches nas mãos e outros a arrastar no chão.

Hoje tenho quase dezasseis anos, deixei de viver no mundo da fantasia, não deixei totalmente as bonecas de parte pois quando se tem uma irmã mais nova deixar de ligar ás bonecas é impossível, deixei de falar com as bonequinhas porque sei que elas não me respondem e além disso sei que não me ouvem, já não sonho com princípes e princesas e os peluches ainda andam comigo mas já não os arrasto no chão.

Sinto saudades do tempo de menina pequenina, sinto saudades do tempo em que adormecia com uma canção de embalar e em que tinha sonhos cor-de-rosa.

Adriana

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Os Sentimentos não se controlam e Ninguém manda no coração

O dia foi cansativo, sempre o mesmo stress, de um lado para o outro, de uma sala para a outra, com novidades mais más que boas, as pessoas pareciam todas muito esquesitas e eu ao ver isto sentia-me uma estranha, pois não sabia o que fazer.


As aulas desse dia tinham acabado, acompanhei o " Meu Anjinho" (Mariana) até ao seu destino, conversando sobre a vida, sobre as alegrias, sobre as novidades tristes que se tinham fazido saber na escola, sobre os obstáculos que existiam na nossa vida, nessa conversa confessei uma coisa que queria que acontecesse, deixei-a, despedindo-me, com muita ternura e com um olhar doce, sentindo-me triste por quem desistiu da vida, exausta de todo aquele dia mas ao mesmo tempo feliz porque sabia e sei que tenho sempre alguém ao meu lado aconteça o que acontecer.


Na volta á escola, pensei em tudo o que tinha dito, em tudo o que tinha contecido, não só naquele dia mas também nos anteriores e cheguei á conclusão que apesar de tudo tenho muita sorte na vida que tenho e que há pessoas que neste momento precisam de ter muita força para enfrentar a vida.


Desejei tanto chegar a casa rapidamente, estava a precisar do aconchego da minha casa, de descontrair.


Liguei o computador, falar com amigos ia-me fazer bem, alguém entrou online, o que tinha desejado estava a acontecer, coração acelerou mas naquele momento a calma era essencial, desenrrolou-se a conversa entre ambos...


Disse-me que não sabia como era possível gostar-se de álguem não a conhecendo e eu sem saber ao certo o que lhe havia de dizer, disse:


" -Os sentimentos não se controlam, ninguém manda no coração."


Adriana

quinta-feira, 4 de junho de 2009

*

Hoje deixei de acreditar que a esperança é a última a morrer, pois até aqui sempre acreditei que ia conseguir mudar as coisas mas cheguei ao fim pior do que comecei.

O tempo passa e eu nem dei por ele, hoje caí na realidade, percebi que o tempo acabou e que não fui o suficiente forte para conseguir que tudo isto tivesse outro final.

Tentei várias vezes, de nada valeu, havia sempre algo a afastar, eras tu a dizeres que não falavas com “pitas”, era eu que não tinha coragem suficiente para te enfrentar, eras tu sempre tão longe e tão perto e era eu que te via de longe a ires embora.

Quebrei o que tinha dito, mas é muito mais fácil esquecer alguém quando não se está todos os dias a esbarrar com essa pessoa, agora vais embora, sinceramente não sei o que fazer, só sei que cada vez que penso nisto o coração vai diminuindo e que vai ser díficil esquecer alguém que me marcou.

Não sei o que fazer, não sei o que sentir, não sei o que dizer, vai demorar a curar e daqui para a frente tenho que me habituar, tenho que pensar que tudo foi um sonho, que não se voltará a repetir porque tu não voltas.

Adriana