segunda-feira, 29 de março de 2010

A ti!

Bem sabes que quando te pedi para ficares com algo meu, pedi-te com uma intenção aliás pedi-te com a melhor das intenções. Lembraste daquela fita azul que te entreguei naquela tarde em que fizeste questão de me mostrar o quanto eu significava para ti?

Essa fita é especial!

Tem um grande significado, o seu tecido não é um tecido qualquer e além disso serve como união entre o teu e o meu mundo...

Quis que ficasses com a fita, quis que fosses tu a fazer a ligação entre mim e ti. O azul significa o ceú, pois sempre acreditámos que o limite seria o ceú embora tu sempre acreditasses com umas certas reticências, tens como tese que nada tem limite e quando se fala de sentimentos muito menos, tens razão, se analisarmos com atenção a natureza, confirma-se...

Nunca nada tem uma data, um dia, um mês, um ano certo para acabarmos algo, nunca nada acaba definitivamente...

Sei que a maioria das vezes não ligas muito a este tipo de símbolos entre nós, dás mais importância aos meus actos do que propriamente áquilo que eu te digo ou ao que eu te dou no entanto também sei que lá no fundo os teus olhos brilham como nunca, ficas com aquela alegria típica de quem gostou do que recebeu mas não quer dar o braço a torcer.

É natural, vocês rapazes gostam de fazer transparecer que não gostam de "lamechisses" mas quando estão em frente de uma lá no fundo saltam de alegria!

A fita, símbolo de que o teu e o meu mundo ficarão unidos de qualquer maneira, sem uma data fixa para o seu desmoramento e ainda bem!

24.o3.2010
Adriana Ferreira

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sinto necessidade


Sentir necessidade de comer, de beber, de brincar, de ser livre, de usufruir todas as nossas coisas, é normal…

Nos últimos tempos a minha vida tem mudado, queira eu ou não este facto é uma realidade que eu não posso mudar nem quero, porque descobri alguém que me fez sentir a necessidade de estar perto de alguém, de sentir saudades mesmo se ainda há pouco tivesse acabado de estar com essa pessoa.

Não sei como explicar a minha necessidade, porque só nos últimos dias, depois de quatro meses é que comecei a sentir isso, talvez não lhe tivesse dado tanta importância no primeiro mês como nos meses seguintes, talvez ainda não tivesse despertado em mim aquele sentimentozinho ou talvez eu também não tenha deixado por causa de uma paixoneta sem fundamento...Mas hoje, eu bem sei a importância que ele tem na minha vida, a falta que ele me faz e o bem que ele me faz!

Conseguiu obter o ponto essencial, sabe sempre tudo o que se passa comigo, não sei como, mas a verdade é que quando eu vou para lhe dizer alguma coisa ele já sabe.

Somos diferentes, isso é nítido, mas eu não ligo a isso, aliás isso nem existe para mim, porque o mais importante é o que sentimos e não essa diferençazinha mediucre a que tantas pessoas dão importância mas que a mim me passa completamente ao lado. Não somos só diferentes no aspecto, que aqueles que nos conhecem sabem, mas também na maneira de ser e de ver as coisas, é normal, ninguém é igual a ninguém!

E como ele diz:
- Os pólos atraem-se!

Ninguém diria que isto iria acontecer, pois eu disse a mim própria que nunca mais cairia nas garras do amor-Mas como diz o provérbio e muito bem: "Nunca digas nunca!"- voltei a cair na armadilha! Contudo, não posso negar que foi bom e muito bom ter voltado a cair nas garras desse sentimento quente!

Concluindo, a necessidade obriga-me a sentir necessidade de o ter todos os dias ao meu lado, bem pertinho de mim.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Á descoberta da existência de algo que exista independentemente do sujeito pensante

"Em seguida, reflectindo sobre o facto de duvidar, constatei, por conseguinte, que o meu ser não era completamente perfeito, pois via claramente que saber era uma perfeição maior do que duvidar; lembrei-me de procurar onde aprendera a pensar em algo mais perfeito do que eu era, e soube evidentemente que devia ser de uma qualquer natureza que fosse mais perfeita.
No que diz respeito aos pensamentos que tinha dalgumas outras coisas fora de mim, tal como o céu, a terra, a luz, o calor e outras mil, não estava tão preocupado em saber donde vinham, porque, não vendo nelas nada que me parecesse torná-las superiores a mim, podia acreditar que, se fossem verdadeiras, seriam dependências da minha natureza, na medida em teria alguma perfeição; e se não fossem, vir-me-iam do nada, isto é, estavam em mim pelo que eu possuía de falho.
Contudo, o mesmo não podia acontecer com a ideia de um ser mais perfeito que eu; porque, recebê-la do nada, era coisa manifestamente impossível; e porque nada há de mais contrário que o mais perfeito ser um resultado e uma dependência do menos perfeito, ou que do nada proceda algo, também não podia tê-la recebido de mim mesmo. De forma que restava a ela ter sido introduzida em mim por uma natureza que seria verdadeiramente mais perfeita do que eu era, e que tivesse até dentro de si todas as perfeições de que eu podia ter uma ideia, isto é, para me explicar numa palavra, que fosse Deus."