terça-feira, 4 de agosto de 2009

Praia


No fim do telefonema sorriu, sorriu com um brilho nos olhos, tinha que se vestir, vestir algo especial, algo que fosse simples, discreto, mas que ao mesmo tempo provocasse espanto na outra pessoa…

Tinha tanto por onde escolher mas mesmo assim não sabia o que vestir, a verdade é que se tinha que decidir rapidamente, não podia deixá-lo à espera muito tempo.

....

Fez-se luz! Já sabia o que vestir, despachou-se a vestir!

“Piiiiiiiip”- Era o carro dele a buzinar! Enquanto corria para a porta ia dizendo ou melhor gritando - “ Mãe não te preocupes! Venho jantar a casa!” – Do carro, ele olhava atentamente para a porta de casa dela, á espera que a porta se abrisse…A porta abriu, ela saiu, ele sai do carro pensando no quão bonita ela era, não só por fora como por “dentro” , foi ter com ela:

-Estás…estás…estás encantadora!
-Obrigado!

Abriu-lhe a porta do carro, ela entrou…
Não sabia para onde ele a levava o que fazia com que sentisse uma enorme curiosidade e não estivesse muito atenta ao que ele lhe ia dizendo. Durante a viagem ia tentando arranjar uma maneira para que ele se descaísse mas de nada valeu, ele media cada palavra que dizia… A curiosidade ia aumentando!

Estacionou a viatura um pouco longe do local, saíram do automóvel, vendou-lhe os olhos para que a surpresa fosse maior embora ela fosse descobrir metade da surpresa derivado ao aroma que se fazia sentir naquela zona, deu-lhe a mão e seguiram caminho até á praia onde estava tudo preparado para um pequeno lanchezinho a dois. Porquê na praia?


Desde pequena que sentia uma grande ligação com o mar, adorava ouvir aquele maravilhoso som do mar e o cheiro maresia. Ele sabia desse seu fascinio pelo mar e quis surpreendê-la. Chegados á praia, tirou-lhe a venda dos olhos.


Aquela visão deixou-a maravilhada, estava tudo tão perfeito, tudo como ela sonhava. A toalha estendida com uma cestinha em cima, o mar, a praia, ele junto dela...Mas as surpresas ainda não tinham acabado, ainda faltava o ramo de Rosas que ele tinha para lhe oferecer. Tudo parecia um sonho, nem tudo o que parece é, não era um sonho, era a realidade. Passaram uma boa tarde juntos com a companhia do mar, as gargalhadas, as brincadeirinhas....


E como tudo na Vida nem tudo dura, nem podiam ficar lá até ao anoitecer, para elém disso tinha prometido á mãe que iria jantar ( verdade seja dita não tinha fome nenhuma).

De regresso a casa, os sorrisos eram contagiantes, tão bons de ver, deixou-a em casa, despedindo-se com uma ternura invejável, entrou em casa com sorriso "de orelha a orelha", todos lá em casa perguntavam "Que se passa para teres esse sorriso? Ganhas-te o euromilhões?" e ela nem ouvia.


"Já está com a cabeça na Lua!É sempre a mesma coisa com esta rapariga, parece que nem é deste planeta." dizia a mãe, conhecia a filha como as palmas das suas mãos e sabia muito bem que se tinha passado algo que a deixara mais no Mundo da Lua do que era habitual. No seu quarto suspirava de amor, recordava tudo o que tinha vivido naquela tarde.


( a imaginação e demais para eu a conseguir conter)


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